CONTO DOMINICAL

O RESGATE DO AVARENTO

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Por Dom Pedro Conti, Bispo de Macapá

Durante o império de Trajano, vivia em Roma um mercador avarento, que tinha acumulado com muito esforço, com o comércio e a usura, trezentos mil denários. Decidiu, então, descansar por um ano. Mal tinha concluído o último negócio, eis que se lhe apresentou o Anjo da Morte para tirar-lhe a vida. O avarento tentou todos os argumentos para dissuadir o Anjo, mas não teve jeito, ele não desistia de arrastá-lo para o Inferno. Por fim o homem disse:

– Mais três dias de vida e eu te darei um terço dos meus bens.

 O Anjo não aceitou. De novo o avarento propôs:

– Se me concedes dois dias, te darei duzentos mil denários e dois terços do meu patrimônio. O Anjo não aceitou. O homem lhe ofereceu ainda os trezentos mil denários e todas as suas riquezas em troca de um só dia. O Anjo não quis escutá-lo. Então, o avarento suplicou:

 – Por favor me deixe ao menos o tempo para escrever uma pequena frase.

Dessa vez o Anjo concordou. O condenado escreveu com o seu próprio sangue: “Homem, aprende a contar os teus dias e faze bom uso da tua vida. Eu não pude comprar uma hora só com os meus trezentos mil denários”. O Anjo, em lugar de arrastar o pobre direto para o Inferno, resolveu poupar-lhe a vida. Com efeito, o Senhor, nunca deixa de acolher a menor fagulha de uma boa obra. Aquele avarento se chamava Mirko e morreu mártir, poucos dias depois de ter-se convertido à fé cristã.

Esta história está nas Acta Santorum, os primeiros mártires. Aquele rico avarento ainda teve a possibilidade de resgatar-se de uma vida gastada atrás do dinheiro. O mesmo não aconteceu com o rico, sem nome, da parábola do evangelho de Lucas, que encontramos neste domingo. Foi para os tormentos. O pobre, que se chamava Lázaro, foi acolhido no seio de Abraão. Podemos nos perguntar: por que o rico não teve uma segunda chance? Por que, parece que, neste caso, a misericórdia de Deus não funcionou? Ela não é maior de todos os nossos pecados e não nos alcança sempre?

O sentido da parábola do rico e do pobre Lázaro não está numa possível diminuição da misericórdia de Deus, mas na impossibilidade de inverter uma situação que nunca foi mudada, quando ainda tinha condição de ser corrigida, ou seja, durante os dias de nossa vida. Moisés e os profetas, que Abraão lembra, assim como o morto que ressuscita, são todos os claros alertas enviados para quem se dispõe a escutar a Palavra de Deus e a praticá-la durante a sua vida. Arrepender-se ou querer mudar as coisas, após a morte, não adianta. Deus não desiste e nem descuida de nos alertar, mas respeita a nossa liberdade. Quem quis entender aquelas mensagens somente para a própria vantagem, terá que arcar com as consequências das suas interpretações e decisões.

A primeira culpa daquele rico, com certeza, foi esta: apesar de conhecer a miséria do pobre Lázaro, sentado à porta da sua casa, nunca teve compaixão e não fez nada para amenizar a triste situação dele. Mas o rico da parábola teve outra culpa, muito mais grave e partilhada com muitos outros, ainda hoje, infelizmente. Esta é uma grave distorção da justiça-misericórdia de Deus: achar que a riqueza seja sinal de bênção e a pobreza castigo! Talvez, por isso, o rico se achou no direito “divino” de não interferir na situação do pobre. Talvez, por isso, ficou agradecido e imaginou qual crime horroroso tinha feito Lázaro para merecer tamanho sofrimento. Essa era a ideia, mesquinha e interesseira, da “justiça” de Deus, que muitos abastecidos e poderosos tinham nos tempos de Jesus. As riquezas, os bens e a s capacidades que temos são, é verdade, dons, gratuitos e imerecidos, da bondade de Deus, mas para serem administrados com responsabilidade “social”, solidariedade com os menos favorecidos e caridade compassiva com os sofredores. Não devem ser aproveitados de forma egoísta, porque Deus quer se servir da nossa capacidade de amor e justiça para continuar a exercer a sua infinita misericórdia. A verdadeira “bênção” que devemos pedir ao Pai não é para o nosso bem-estar individual, mas para que a humanidade inteira aprenda a partilhar os bens – inclusive do planeta! – que a generosidade de Deus nos confiou. Como irmãos. Isto é, “contar os dias” e fazer “bom uso” da própria vida.

IMPRESSÕES

 

O ESTADO DE EXCEÇÃO

Birosca

Rupsilva

 

Não tem como não enxergar nas mudanças propostas pelo governo “tampão ” e ilegitimo de MICHEL TEMER, rasgos graves de autoritarismo.
Típicas de regime de exceção!
São medidas impostas de cima pra baixo, sem nenhum debate.
Seja com a comunidade acadêmica, que constitui a inteligência nacional, com as pessoas que militam nos diversos setores afetados e por último sem a participação da sociedade.
A quem resta ir pra rua protestar como de resto vai acontecer.
Está certo que muita coisa precisa mudar no país.Mas para tanto tem que se discutir.
Não indefinidamente como é da nossa tradição parmentar, sujeita a lobby e interesses os mais variados.
Há propostas de mudança de leis importantes tramitando há dezenas de anos cujos autores sequer ainda militam na casa.
Pra ilustrar lembro uma do Senador Capiberibe.
Ele que já deu uma lei importante pro país, a LEI DA TRANSPARENCIA.
Sua nova proposta bateu no muro solido e intransponível do CAPITAL,do sistema financeiro do país.
Pretende ela criar uma alíquota, percentual de desconto, imposto , que incidiria sobre os exorbitantes lucros dos bancos pra financiar a segurança nacional.
Resultado: até hoje empacada numa daquelas comissões criadas pra postergar o fluxo da tramitação ou submeter os projetos ao crivo do poder politico e econômico do país.
E por aí afora!
O certo é que nem muito rápido nem para não sei quando.
O país precisa ser reformado,mas não dessa forma,à toque de caixa, desta feita sim, pra atender interesses escusos de uns poucos em prejuizo da sociedade como denunciam o teor dessas medidas anunciadas.
Todas,as econômicas ,fiscais , as trabalhistas e da previdência; da educação,saúde, segurança pública e principalmente a política- considerada a mãe de todas.
Ela que nos herdou esse CONGRESSO que vai votar essas mudanças em nosso nome.
A grande maioria envolvida em corrupção.
Mais da metade da Câmara de Deputados e número expressivo de Senadores, inclusive o Presidente do CONGRESSO, quem deverá comandar o processo.
Os últimos acontecimentos, protagonizados por essa gente, é de nos deixar apreensivos com o futuro do país.
Sinceramente, não há pior momento pra se tratar de gravíssimas questões como essas.
Ainda que urja que seja feito.
Mas temos que convir existir um estranho e suspeito açodamento desse grupo que claramente assaltou o poder.
Falta legitimidade ao governo que as propõe e confiabilidade e competencia ao CONGRESSO que vai votá-las.
Pense nisso!

 

MP-AP INGRESSA COM ACÃO DE IMPROBIDADE CONTRA DEPUTADOS ESTADUAIS

doiscarashonestos

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) ingressou, nesta sexta-feira (23), com uma ação de improbidade administrativa, contra os deputados estaduais Raimundo Charles da Silva Marques e Moisés Reategui de Souza, além do ex-deputado Jorge Evaldo Edinho Duarte Pinheiro e do ex-servidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (ALEAP), Edmundo Ribeiro Tork Filho, por ressarcimento ilegal de verba indenizatória. Cão dp Ministério Público do Amapá não inclui, desta feita, o ex-deputado Moises Souza.

Segundo o promotor de Justiça Afonso Guimarães, titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Público (PRODEMAP) e responsável pela investigação, no período de janeiro/2011 a dezembro/2012, o deputado Charles Marques recebeu ressarcimentos da verba indenizatória do exercício parlamentar no montante de R$ 1.094.290,90 (um milhão, noventa e quatro mil, duzentos e noventa reais e noventa centavos).

Desse total, conforme as provas apresentadas na ação, R$ 716.191,12 (setecentos e dezesseis mil, cento e noventa e um reais e doze centavos ) não poderiam ser ressarcidos pela ALEAP, por ilegalidades nos comprovantes, dentre as quais: despesas não identificadas e/ou genericamente descritas, serviços não prestados, notas fiscais sem data, entre outras.

A ação é resultante da Operação Eclésia realizada em maio de 2012 pelo Ministério Público com apoio da Polícia Civil do Amapá. “O prejuízo causado ao erário corrigido e com incidência de juros, chega a R$ 1.638.500,76 (um milhão, seiscentos e trinta e oito mil, quinhentos reais e setenta e seis centavos), conforme cálculos feitos pela equipe técnica do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro do MP-AP (LAB-LD)”, afirma Afonso Guimarães.

A responsabilidade dos demais acusados restou definida pela omissão no controle e fiscalização dos gastos, bem como por terem autorizado o pagamento dos valores ressarcidos ao parlamentar.

Desde que foi deflagrada, a Operação Eclésia resultou no oferecimento de 21 ações penais e 47 ações por improbidade administrativa, revelando desvios no Legislativo amapaense que chegam a R$ 55 milhões (cinquenta e cinco milhões de reais). No julgamento de cinco ações penais pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), os réus foram condenados por diversos crimes contra a administração pública, dentre eles: fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, além de formação de quadrilha.

DEPUTADA CRITICA FIM DO QUADRO ESPECIAL DA POLICIA MILITAR DO AMAPÁ

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A deputada estadual Cristina Almeida (PSB) usou a tribuna na 65º sessão ordinária da Assembleia Legislativa, ocorrida no dia 20 de setembro, como porta voz da maioria dos policiais e bombeiros militares do Estado, para explanar os benefícios e prejuízos do Projeto de Lei Complementar 001/16, de autoria do Executivo, o qual versa sobre a redistribuição de vagas do Quadro Especial-QE de militares.
Ao se pronunciar, a Deputada informou que seu posicionamento desde o início foi não votar pela aprovação sem antes reformularem os artigos 3º e 4º, por entender que os mesmos apresentam uma ameaça aos direitos da classe trabalhadora dos referidos militares.
“Não podemos aceitar que esta Casa aprove projetos cujo o teor representa retrocesso para a carreira destas praças, uma vez que a base de sustentação das instituições militares são cabos, soldados e bombeiros militares”, ressaltou.
Cristina explicou também sobre a redistribuição das vagas do QE contida nos artigos 1º e 2º do PL, necessária para garantir que os militares já pertencentes ao quadro possam ascender funcionalmente, sejam promovidos e alcancem todas as graduações possíveis dentro do respectivo quadro, e assim possam ter mais tranquilidade, pois estão próximo da aposentadoria.
Quanto aos artigos 3º e 4º, a Deputada considera um verdadeiro retrocesso. “O artigo 3º determina o início da extinção do QE, o qual prejudica de imediato 45 soldados que preencherão os critérios para promoção de cabo em 2017, bem como centenas de soldados nos próximos anos. E o artigo 4º é uma ilusão, pois trata-se do remanejamento de vagas do QE para o Quadro Combatente”.
A parlamentar parabenizou o trabalho da comissão dos militares do QE da polícia militar e bombeiro militar, ASPOMETARFA e ASMEAP, por trabalharem na elaboração do PL durante oito meses, mas não poderia ser a favor de projetos que prejudicam a base de sustentação das praças, neste caso, um prejuízo na carreira de aproximadamente 2 mil profissionais.
E disse que a extinção do QE só poderia ser adotada após o Estado elaborar um Plano de Carreira justo para as praças. “Quero declarar meu apoio pela manutenção do Quadro Especial e iniciar a Criação do Plano de Carreira para praças da Policia Militar e Bombeiro Militar”, finalizou (Com informações do jornalista Domiciano Gomes, do 274).

DE OLHO NA CIDADE

 Manifestantes tomam conta do centro exigindo melhorias para a educação, protestando contra a situação de abandono das escolas búblicas, também sem segurança e merenda. Estudantes e professores que votaram em massa em Waldez Goes verberavam contra o desgoverno que infelicita o povo amapaense há quase dois anos. Aqui se faz, aqui se paga, diz a sabedoria popular. Não foi por falta de aviso. Um grupo de jornalistas sério avisou que isso iria acontecer com a vitória de WG. é um mundo de gente protestando contra o Governo Waldez Goóes – merendeiras, caçambeiros, prestadores de serviço, gente da bolsa família e da Renda pra Viver Melhor, sem falar no servidor público reclamando o pagamento do seu salário de forma parcelada, como nunca havia acontecido na história do Amapá. Claro que a impopularidade de WG, a segunda maior do País, dentre os governadores de Estado, botou a nocaute a candidatura do peemedebista Gilvan Borges à Prefeitura de Macapá, ostentando uma rejeição que beira os 60%. Professores e estudantes se engajaram na contra campanha visando a derrota do candidato apoiado pelo Setentrião.

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