PEIXE DO MEU AQUÁRIO

cabralinoCRÔNICA – Coaraci Cabral de Castro é da casa, é amigo de infância, jogou comigo na FIJO, lateral esquerdo que antecedeu o overlaping, como ele gosta de dizer. Seguinte: o cara era bom mesmo, manjava da posição, fazia umas ultrapassagens magistrais com Moacir Banhos, que era genial extrema- esquerda do time que me pertencia (modéstia à parte eu era mesmo o dono do time da FIJO!).
Coaraci é médico anestesistas aposentado, tem outras duas especialidades, inclusive em acupuntura, 68 anos de idade, vive em Ribeirão Preto-SP, mas nasceu em Macapá, terra querida que nos viu de pés descalços, coroinhas, escoteiro no caso dele.
É casado com Sandra (médica também), filha do mestre Sandó e Tia Santa, de saudosa memória ambos; veio de uma família importante, dos Cabral de Castros – Serrão e Ernestina, que, pobres como as familias antigas de Macapá, lutaram muito para educar doze filhos, transformá-los em cidadãos, em médicos, advogado, sociólogo, professores, engenheiro.
A família foi superando
as adversidades, foi acreditando, foi vencendo e venceu!
Dona Ernestina dava um duro danado na beira do alguidar para tirar o pão nosso de cada dia de uma amassadeira de açaí que ficava em área alagada, na esquina da padre Julio com a antiga José Serafim, hoje Tiradentes, única fonte de renda com a qual o casal podia contar para encaminhar os meninos. Resultou numa bela historia de superação que os ampaenses conhecem muito bem.
De surpresa esteve ontem de manhã com velhos amigos na Resenha do 77, ao lado do Teatro das Bacabeiras. Claro que abrimos um baú daqueles e o ‘Serrote’, apelido de infância do visitante ilustre, deu um show de boa memória.

O reencontro foi um prazerzaço, ganhamos o dia. Valeu!!

IMPRESSÕES

O GRANDE FEITO DE NELLUTY

BiroscaRupsilva

 

Vem aí mais uma edição do AMAPÁ FESTIVAL JAZZ, essa extraordinária criação de FENÉIAS NELLUTY.
Um grande feito para um Estado onde autoridades e empresariado não estão nem aí pra cultura.
Um evento muito maior e mais importante que imaginam algumas cabeças coroadas do Estado que insistem em minimizar sua importância.
De raízes negras,das entranhas da MÃE ÁFRICA, o JAZZ é uma das maiores manifestações musicais do planeta .
Ao nível do CLÁSSICO e do ROCK’NROLL.
Imagino a agonia de NELLUTY na sua incansável luta em busca de patrocínio,num Estado carente de iniciativas como essas.
Que um dia ainda vai cumprir seu ideal.
Ser transmitido para o planeta, direto de um palco flutuando nas águas do Amazonas, sob uma luminosa noite de Outubro, pelas ondas do MTV.
Não mais com BB KING e sua guitarra infernal, como um dia foi sonhado.
Nem Amy Winehouse que também partiu.
Nem talvez com PAQUITO DE RIVERA, no ocaso da carreira.
Quem sabe Sonny Hollins.
Ausência sentida nessa edição do extraordinário amigo NEY CONCEIÇÃO, esse vituose baixista paraense, um legítimo papa chibé, de renome nacional e internacional que nos enebriou nas edições passadas com seus solos encantados nos provando a existência da pureza do som.
Um músico como poucos.Que vai fazer falta.
Mas tem IVAN MAZUZE pra garantir o mais alto nível do festival.
E o florescente jazz da terra que cresceu junto com o AMAPÁ JAZZ FESTIVAL.
Só gente de altíssimo padrão com a marca FINEIAS NELLUTY, outro virtuose da música.
E mais uma façanha do FESTIVAL: OPEN HOUSE.
Grátis, impossível de acontecer em lugar nenhum do planeta.
De rebarba,lua no céu e brisa molhada do Amazonas.
Daqui de POA ,talvez ausente,torço pra que tenha o sucesso que merece.
Imperdível!
Boa sorte!

O CÍRIO DE NAZARÉ EM MACAPA

Nessa terra onde não se respeita a memória e a história é distorcida por qualquer individuo, seja autoridade constitutuida ou não, tomei a decisão de republicar na minha página nde facebook e no meu blog, a VERDADEIRA história sobre a realização do 1°Círio em Macapá. A pesquisa e o relato dos fatos são de responsabilidade do historiador EDGAR RODRIGUES. A senhora Tereza Conceição era minha avó, casada com João Câncio, meu avô, pais de Emanuel Serra e Silva (DUCA SERRA), falecido em 2008 (João Silva).

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 11/10/13 as 6:00 pm
Pesquisa e texto: Edgar Rodrigues
 Foto de João Silva.

A primeira procissão do Círio de Nazaré realizada em nossa cidade aconteceu em 4 de novembro de 1934, quando as religiosas da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, ao comando da senhora Ester Benoniel Levy, esposa do então intendente major Moisés Eliezer Levy, resolveram organizar a festa em Macapá. Apesar da cidade já ter seu padroeiro, São José, cuja festa é realizada todo dia 19 de março, a concentração de romeiros do Círio de Nazaré em Macapá consegue ultrapassar, em volume de massa, os penitentes do próprio padroeiro São José, crescendo a cada ano o número de fiéis. Isso aconteceu depois da criação do Território do Amapá.
A trasladação da festa foi realizada no sábado, 03 de novembro; a imagem saiu às 20h30 da residência da família Serra e Silva, com o seguinte itinerário: Travessa ‘José Serafim’, hoje Travessa Rio Branco (Largo dos Inocentes, área atrás da Igreja de S. José), Rua Siqueira Campos (atual Mário Cruz), dobrando à direita da Rua Souza Franco, pegando depois a Av.Amazonas, chamada pelo povo de Rua da Praia, em direção à casa de Cesário dos Reis Cavalcante e de sua esposa, Odete Goés Cavalcante, onde foi montada uma singela ermida, que acolheu a imagem até o dia seguinte.
 

No dia 4 de novembro, às seis da manhã, a população começou a se aglutinar em frente à casa onde estava imagem. O padre Filipe Blanc, vigário de Macapá, foi quem acompanhou a procissão, seguido do interventor do Pará Magalhães Barata, deputados do Pará Abel Chermont e Clementino de Almeida Lisboa, o prefeito Moisés Eliezer Levy, o médico e professor Acelino de Leão, o juiz de Direito João Gualberto Cruz, o tenente-coronel Jovino Dinoá, que era coletor federal e fundador do jornal Correio de Macapá, o comerciante e ex-prefeito Clodóvio Coelho, o segundo faroleiro de Macapá José Maria de Santana, o comerciante Vicente Ventura, o politico Secundino Campos.
Como a matriz de São José não possuia imagem da santa de Nazaré, o vigário solicitou a única existente na cidade, que pertencia à tradicional família Serra e Silva. Daí o Círio ter saído solenemente desta casa. Como berlinda foi usado um velho automóvel, devidamente adaptado.
A primeira romaria teve a presença destas autoridades e família, seguidos de um pequeno cortejo formado de 60 cavaleiros armados de lanças que, com clarins e fanfarras, anunciavam à população a passagem da procissão. Em seguida vinha o anjo Custódio, imagem colocada sobre o dorso de um boi manso chamado Beleza, seguido de uma corte da anjinhos, ricamente trajados. No primeiro Carro dos Milagres havia uma reprodução da imagem da Virgem, que salvou a vida de Fuás Roupinho (Veja a seguir, na história do Cirio no Pará).
Durante o percurso, uma pequena banda de música tocava hinos em louvor a Nossa Senhora. No fim da procissão houve uma missa e depois um leilão, repetido na sgunda-feira (5), pela manhã. A festa durou apenas oito dias, com terços, ladainhas e cânticos. No arraial havia brincadeiras diversas, vendas de produtos da região e comidas típicas.
O dia 5 de novembro foi dedicado a São José. Historicamente tem-se 05 de novembro de 1934 como realização da primeira romaria do padroeiro, que é festejado no dia 19 de março. No dia 11, domingo, houve missa e Te Deum. À noite procissão em redor da Praça Capitão Assis de Vasconcellos (Veiga Cabral).
O recírio foi realizado na segunda-feira, 12, com a imagem retornando à casa da família Serra e Silva.
No Cirio de 1937 a comunidade financiou a compra de outra imagem, colocando-a sob a guarda do padre Blanc. A compra foi feita em Belém, de onde veio também a berlinda.
No Estado ele segue a tradição do Pará, sendo realizada a festa sempre no segundo domingo de outubro. Apesar do grande numero de romeiros em Macapá, o Cirio é uma festa de paraenses. A presença da Virgem andando pelas ruas de Macapá nesse periodo é justificável historicamente. É que Macapá pertencia, juntamente com Mazagão, ao Estado do Pará até 1943, quando foi criado o Território Federal do Amapá.
A confecção da indumentária da santa foi, por alguns anos, obra de uma devota fiel, de nome Raimunda Mendes Coutinho, educadora da fase territorial do Amapá, já falecida, conhecida popularmente como dona Guita. Mas a exemplo das religiosas da congregação fundada pelo padre Julio Maria Lombaerde, várias outras congregações como religiosas de Maria Menina (Bartoloméa) não mediram esforços para que a maior festa religiosa do Estado tivesse, ao longo dos tempos, um colorido maior.

Comentários
João Silva

LEMBRANÇAS DO MEU BAÚ

inauguracaoantigaPrimeiro governo Barcellos, Território Federal do Amapá, inauguração da Alameda Francisco Serrano, farmacêutico paraense que chegou cedo ao Amapá e foi prorietario por muitos anos da Farmácia e Drogaria Serrano, que ficava de frente para a Cândido Mendes, e precisou ser demolida para permitir o prosseguimento da General Gurjão. Quem discursa é o deputado federal na época, engenheiro Clarck Charles Platon provavelmente representando o Governador do TFA, Anibal Barcellos; ainda aparecem no registro Marlucio Serrano, Marlindo Serrano, Luís Serrano e a esposa, agrônoma Maria Tereza, falecida recentemente; prestigiam a inauguração o comerciante Abdala Houat, Altair Lemos, Ronaldo Pereira, chefe de gabinete, e Diógesne (Cabinho), ajudante de ordem do ultimo governador do Território Federal do Amapá e primeiro do Estado do Amapá, eleito em novembro de 1989 com a promulgação da Constituição Cidadã, para lembrar o inesquecível Ulisses Guimarães.

IMPFESSÕES

SOBRE O DEBATE DA TV AMAPÁ

RUPSILVABirosca

Como todo mundo vai dar o seu piteco e ninguém se livrará da celebre pergunta: QUEM FOI O MELHOR NO DEBATE e da discusseira que vai inundar a REDE, empresto ao debate meu modesto ponto de vista e fatiá-lo pra melhor me fazer entender?
MODELO DO DEBATE
Embora obedeça o padrão e formato GLOBO DE JORNALISMO, deixa a desejar.
Aparentemente democrático permite sim a maior exposição de uns candidatos em detrimento de outros.
Foi visível que CLÉCIO VIEIRA,atual PREFEITO,por isso vitrine e líder das pesquisas,GILVAN BORGES, polêmico ,candidato oficial de WALDEZ GÓES, campeão de rejeição e ALINE GURGEL, em cujo o entorno se criou uma expectativa e áurea de “dondoca burra”, que “não sabe falar”, roubaram a cena.
Viraram alvo preferido entre si e dos demais candidatos que na ânsia de comprometê-los,lhe permitiram uma maior visualização e exposição de suas ideias.
Só não sei se foi obra do acaso ou estratégia dos comandos de campanha,marqueteiros no meio.
Impossível descartar uma “combinação ” entre os afins , Gilvan,Aline e Clécio e a segregação dos inoportunos ao sistema vigente, Ruy,Dora,Promotor Moisés e Genival.
Visivelmente prejudicados pelo formato do programa, aparentemente democrático.
Que no meu entender,insisto dizer , deveria nos seus blocos enfocar temas de interesse público,inerentes à função cobstitucional da instituição, e pedir aos candidatos seus diagnósticos e diante deles falar aos eleitores o que pretendiam fazer pra resolvê-los se fossem os escolhidos.
Num tempo que fosse igual e possível de responder complexas questões.
Para mim mais produtivo e inteligível.
Quanto ao condutor, sem pirotecnia,discreto e eficiente, burocraticamente compôs o cenário e cumpriu com fidelidade o excript da GLOBO.
CANDIDATO BY CANDIDATO
Sem ordem de preferência,mas seguindo o argumento acima.
CLÉCIO VIEIRA – Por ser PREFEITO postulante a reeleição,líder nas pesquisas, seria compreensível esperar fosse a vitrine do debate.
Nem tanto a Geni ,pois longe esteve de uma gestão execrável,embora tenha deixado a desejar a considerar as cobranças de que foi alvo- dura por sinal, de todos os candidatos.
E, em determinado momento, dele próprio, ao fazer espécie de mea culpa pela não realização de uma gestão melhor,por falta de recursos.
Cobrança nas áreas de sempre: Educação,saúde,mobilidade urbana, baixadas e periferia da cidade a quem teria entregue ao DEUS dará.
Bom de cena,fez das tripas coração pra se livrar do tiroteio.
Com a palavra o eleitor.
ALINE GURGEL.
Merece demorada análise pois foi transformada num “fenomeno”.
De limousine e salto LUIZ 15, bolsa PRADA e cheirando a CHANNEL N.5, chegou ao programa glamorosa pra ser a estrela do debate.
Não foi,mas andou perto.Com certeza sai no minimo com o título de RAINHA DAS RESSACAS.
Entre tropeços na gramática, às vezes perdida em concordância verbal, conceitos e raciocínio lógico mal formulados, até que se saiu melhor que o esperado.
A áurea de “dondoca burra” e ” que não sabe falar “ficou prejudicada.
ALINE é um “produto”GURGEL” que pela força da grana e só através dela,trabalha pra tomar o poder do Estado de assalto.
Os adversários não substimem.Aline lá atrás foi eleita vereadora pra ser Prefeita.
Usou expedientes populistas os mais comezinos,jamais esperado muito antes da temporada eleitoral ser deflagrada.
Sob o olhar complacente (jamais diria conivente)da justiça que a tudo assistiu de camarote.
Tal qual vê-la de vassoura em punho limpar as imlipáveis coleções de água infectas das baixadas,fazendo média com a patuleia a maioria pacatas senhoras abandonadas das ressacas esquecidas do poder público.
Impossíbilitada de negar o escrachada aliança ao grupo e o apoio do governo Waldez , que recebe por baixo dos panos, acusou injustamente o PSB de ter ajudado em 2002 na eleição de Waldez Góes .
Um caso explícito de ignorância política e da nossa HISTÓRIA.
As circunstâncias eram outras, o contexto também
Waldez que fora líder do governo CAPIBERIBE na ALAP estreiava como GOVERNADOR e nada indicava que seria o que se transformou.
Os GURGEL sim,apoiaram em 2010 um produto testado é considerado danoso ao Estado.
Disparada a pior gestão da história do AMAPÁ.
Não podem alegar ignorância e a negativa é uma ofensa não levada em conta por Waldez, por ser uma espécie de estratégia aceitável,tolerada nesse e imbrincado jogo do PODER.
Segue ALINE com chances.O seu eleitorado se divide entre baixelas ignorantes políticos, vítimas de sua incompreensão da conjuntura e de patricinhas e patricinhos ,classe média , que votam nas eleições como votam nos concursos de beleza.
Gente que não elabora política e vai a escola por mera formalidade.
A candidata tem chances,muitas chances, não tem como ouvidar.
GILVA BORGES é tão explícito que não merece maiores explicações.
Parece sincero e solidário ao sofrimento do povo a quem cabala prometendo o que nunca vai fazer e que é tambem sua vítima.
Seu maior produto,as passarelas de concreto são uma agressão ao meio ambiente.
Não resiste, se sério for o Sistema Público de Saúde , a qualquer avaliação.
É um crime confinar essas pessoas a viver a vida toda nas ressacas para onde foram empurradas por governos irresponsáveis que sempre apoiou.
O certo é desocupá-las o que ninguém tem coragem de dizer.
Não só por que daria sobrevida ao importante eco-sistema como retiraria milhares de pessoas dessas áreas,depósitos de doenças e impurezas.
Pra ser justo,nenhum candidato propõe isso e outros até se aproveitam pra ludibriar a boa fé dessa gente necessitada.
A solução são as macro drenagens.
Diria qualquer sanitarista.
No próximo bloco RUY,PROMOTOR MOISÉS,DORA e GENIVAL.