CONTO DOMINICAL

UM SORRISO

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Dom Pedro Conti, Bispo de Macapá                               

 Certa vez, um sorriso passeava pelo mundo. Era um sorriso simpático, alegre, carinhoso. Estava feliz como só pode sê-lo um sorriso. Chegou numa cidade onde os moradores e o trânsito eram muito nervosos. Estava esperando o sinal abrir na faixa dos pedestres, quando dois carros se chocaram. Pararam ao lado da rua. As portas se abriram. Um dos motoristas desceu rápido e já estava com o rosto desfigurado pela raiva. Foi naquele instante que o sorriso colou nele. De repente, o semblante daquele homem ficou calmo e a atitude amigável. O outro motorista também não estava para brincadeira, mas vendo o sorriso do primeiro ficou desarmado.

– Peço desculpa, a culpa é minha – disse.

– Pode acontecer a qualquer um – replicou o primeiro – vamos tomar um café e acertar o prejuízo, sugeriu.

O sorriso continuou o seu passeio. Ajudou a funcionária de um banco a sorrir e a fila dos clientes acabou mais rápido e sem reclamações. Voou no rosto de um professor e os alunos prestaram mais atenção. Parou junto ao médico-chefe da cirurgia e os doentes se esqueceram um pouco das suas preocupações. Fez sorrir um pai que voltava para casa após uma noite de trabalho. Uma senhora idosa sorriu para os meninos barulhentos, que sempre jogavam bola perto da casa dela. Dois deles, que estavam para brigar, pararam quando foram alcançados pelo sorriso dela e se abraçaram. À tarde, o sorriso partiu. Estava cansado, mas a cidade estava mais feliz.

Falar da Páscoa de Jesus é fácil e difícil ao mesmo tempo. Fácil se conseguimos imaginar todas as “boas notícias” que tanto esperamos e gostaríamos de receber. Saber, por exemplo, que estamos com saúde. Conhecer o resultado de uma prova e saber que fomos aprovados, que conseguimos uma vaga de trabalho e que muitos dos apertos da nossa vida estão para acabar. É fácil, também, se pensamos nos outros, nas pessoas que amamos. Quem bom saber que a esposa, ou o marido, está bem, que os filhos crescem com saúde, que passarão para outra série, que não são tão preguiçosos e nem acomodados.

Também são obedientes e não dão tanta dor de cabeça. Vibramos de alegria ao saber que os nossos pais mudaram de id eia: não vão mais se separar e nós – crianças – não somos obrigados a decidir com quem ficar. Nós – crianças – queremos os dois. Que alegria, ter pai e mãe. Finalmente! O namorado, ou a namorada, abriu o jogo. Agora, pensa o jovem, ou a jovem, disse que me ama. Estou feliz! Páscoa, sem dúvida, é um sorriso, um sonho realizado, uma vida nova. Páscoa é luz! É alegria lá onde tudo parecia estar perdido, acabado, sem esperança.

Mas não é bem assim. Falar da Páscoa é difícil, muito difícil. Porque tudo o que acabei de lembrar é só o começo, só um sinal, uma breve antecipação da verdadeira Páscoa. Isso mesmo. Se as pequenas alegrias desta vida já nos parecem tão grandes, se já nos fazem acreditar que vale a pena viver, o que pensar e imaginar da vida nova que Jesus quer nos dar com a sua Páscoa? Talvez seja necessário passar pelo sofrimento, para entender a libertação; passar pela dúvida para descobrir a verdade; passar pela escuridão para dar valor à luz. Para nós cristãos, Páscoa é passagem que ainda está acontecendo.

Não é o fim de toda preocupação. Não é ainda uma vida sem obstáculos, sem quedas, sem o sofrimento e morte. Não é, ainda, uma vida sem ódio e sem guerras grandes e pequenas. Nós ainda vamos passar por tudo isso, porque a Páscoa de Jesus não é a imaginação de uma vida beata, num mundo de fábulas e de ficção construída no computador. Páscoa é ainda passagem: uma subida ao Calvário para vencer o nosso egoísmo, para aprender a buscar o bem dos outros e não somente o nosso, porque a Páscoa de Jesus é vida doada e não segurada para nós e roubada aos outros.

É amor, entrega. Isso custa, mas é esta a Vida Nova de Jesus. Esta é a Boa Notícia: a vitória sobre o mal já começou. A morte não tem mais a última palavra. O amor de Jesus venceu! Vivamos bem as alegrias da vida. Amemos e façamos outros sorrir, por que Páscoa é a festa da Vida, da vida plena. A vida de Deus, presente de Jesus ressuscitado para quem acreditar nele. Hoje é só o começo.

SENADOR DIZ QUE GOVERNO TEMER SEGUE A VELHA POLÍTICA DA PARTILHA DE CARGOS

POLÍTICA – Senador Álvaro Dias (PV-PR) fez esta tarde, no Senado, um discurso perfeito sobre o Brasil, a corrupção e o Governo Temer, que segundo ele mantém o balcão de negócios que de algum tempo compromete a classe politica e impede o Pais de avançar em áreas importantes para a redução das desigualdades. Citou a recente composição da diretoria da Itaipu Binacional, cujos cargos técnicos foram disputados por políticos de seis partidos da base aliada, certamente não em busca da eficiência e crescimento da empresa, mas se deduz que em busca de foro privilegiado e posições estratégicas para a realização de negócios lucrativos pra si e seus apaninguados. O discurso de Dias inspirou-se na palestra do ministro Luís Carlos Barroso na Universidade de Harvard, quando expôs ao mundo as facetas da corrupção no Brasil alimentada pela impunidade e o jeitinho brasileiro que criou um estilo de governança de partilha de cargos e governabilidade sustentada por um balcão de negócios que se espalha pela máquina do Estado, misturando interesses públicos com interesses privados, erguendo uma ponte que une políticos aos empresários de má fé. Tem razão o senador Álvaro Dias que votou no impeachment de Dilma, mas se sente lesado pelo Governo Temer que não trouxe a esperança das mudanças como ele esperava.

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PROJETO JAPIIM 2017 ABRE INSCRIÇOES PARA AULAS DE INGLÊS, ESPANHOL E FRANCÊS

JAPIIMDEMACAPÁA Prefeitura de Macapá oferece mais uma versão do Projeto Japiim, que promove, gratuitamente, oficinas de línguas estrangeiras inglês, francês e espanhol, além de produção textual em língua portuguesa, para estudantes da rede pública municipal de ensino de Macapá e da comunidade. As inscrições estão abertas para a Escola Antônio Barbosa.

Estão sendo disponibilizadas 20 vagas para cada oficina, uma vez por semana, turmas manhã e tarde. Podem se inscrever alunos da própria escola, do 4º e 5º anos do ensino fundamental, e também crianças da comunidade que estejam cursando essas séries, até 12 anos de idade. A aula inaugural na Antônio Barbosa será no dia 20 de abril e as oficinas iniciam no dia 24.

Cada criança tem direito a fazer apenas uma oficina para que um maior número de alunos consiga participar. Para efetuar a inscrição, os pais ou responsáveis devem procurar a escola, munidos de comprovantes de endereço e de matrícula da criança. Uma equipe está na unidade escolar diariamente, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h30, para receber os interessados.

O projeto acontecerá em mais duas escolas: Neusona (no bairro Universidade) e EMEI Meu Cantinho do Amor (no bairro Perpétuo Socorro). Esta última é a particularidade deste ano, pois nela será implementado o projeto piloto de se trabalhar as oficinas do Japiim com crianças da educação infantil, que têm entre 4 e 5 anos de idade. Nessas duas escolas, o período de inscrição será divulgado brevemente.

Este ano, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) espera atender cerca de 300 crianças. O projeto existe há mais de 11 anos e já atendeu mais de 8 mil crianças. Foi elaborado pela Semed, por meio da Divisão de Recursos Didáticos (Dired).

 

POR DECISÃO JUDICIAL GEA VAI TER QUE IMPLANTAR ENSINO MEDIO REGULAR EM TARTARUGALZINHO

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O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria de Justiça de Tartarugalzinho, obteve decisão liminar judicial que obriga o Estado do Amapá a ofertar o Ensino Médio regular noturno no município. A decisão é resultado da Ação Civil Pública de Obrigação de Fazer com Pedido de Liminar ajuizada pelo MP-AP após comparecimento de pais e alunos à sede da unidade ministerial.

Conforme apurações, até o ano de 2016, a Escola Estadual Alzira de Lima Santos ofertava o 1° ano do Ensino Médio regular noturno. “Todavia, quando os alunos tentaram fazer a matrícula para o 2º ano, foram surpreendidos com a notícia de que o ensino secundário regular noturno não seria mais ofertado pela instituição, com a redistribuição dos alunos para o período da manhã e tarde, causando prejuízos àqueles que trabalham durante o dia, pois teriam que abandonar os estudos”, justifica o MP-AP.

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O promotor de Justiça Saullo Patrício Andrade, que subscreve a ACP, ressaltou que “a Ação Civil Pública visa tutelar não apenas o direito coletivo à educação do grupo de estudantes que já pertencem à escola, mas também o direito difuso de uma coletividade indeterminada de alunos que se beneficiará com a efetivação do ensino médio noturno regular no município de Tartarugalzinho para 1°, 2° e 3º anos, cumprindo o que garante a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional”.

A decisão liminar, proferida nos autos do Processo nº  0000248-97.2017.8.03 .0005 pelo juiz de Direito Antônio José de Menezes, obriga o Estado a proceder, no prazo de 48 horas, à abertura de matrícula sob pena de multa pessoal diária de 5 mil reais ao GEA.

 

CONTO DOMINICAL

O SINAL DA CRUZ

  

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         Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

 

Um senhor gostava muito de conversar com o pároco e o considerava seu amigo, mas continuava a se professar ateu. As discussões eram longas e acaloradas. Certa noite, após algumas fatias de pizza e mais uma conversa, o bom padre acompanhou o homem até o carro para se despedir. Surpreendentemente, antes de dar a partida do motor, aquele senhor fez o sinal da cruz. O pároco abriu a porta do carro e disse:

– Mas como? Te proclamas ateu e agora fazes o sinal da cruz?

– Não é o que senhor pensa – respondeu o homem. – Eu faço assim… Levou a mão até a testa e disse:  não esqueci nada, depois bateu no peito e falou: comi bem. Em seguida, bateu no bolso esquerdo da camisa e disse: tenho os óculos. Bateu também no bolso direito da camisa e exclamou: a carteira de motorista está aqui. Juntou as mãos satisfeito e disse:  tudo em ordem, podemos ir. Bateu na chave do carro e foi embora.

A partir deste domingo, iniciamos aquela que nós católicos chamamos de Semana Santa. São os últimos dias da Quaresma e a Páscoa é a solenidade mais importante do ano litúrgico. Por isso, os “preceitos da Igreja” pedem aos cristãos para confessar os seus pecados, ao menos, uma vez ao ano e receber a Eucaristia por ocasião da Páscoa. É o mínimo que um católico deve fazer se quiser continuar a manter algum laço visível e significativo com a comunidade, a Igreja, que o batizou, crismou e o admitiu à mesa do Corpo e do Sangue de Jesus. É verdade que muitos batizados já mudaram de lugar; talvez estejam vivendo em outra cidade e em outra paróquia, mas nem por isso podem esquecer as origens da sua fé. É neste sentido que a Igreja é “mãe”: porque gera a vida cristã. Infelizmente, existem pais que se esquecem dos seus filhos e filhos que se esquecem dos seus pais. Esquecer da mãe Igreja é mais fácil ainda. Basta deixar de frequentá-la.

A celebração dos dias da Páscoa, sobretudo os últimos três: Quinta, Sexta e Sábado Santo com a grande Vigília Pascal, são uma excelente oportunidade para renovar a nossa participação na comunidade, confirmar os fundamentos da nossa fé, o que nos distingue de outras confissões religiosas e o porquê. Não basta usar e proclamar o nome de Jesus. Precisa, também, lembrar de maneira ativa e consciente o que ele fez e por quê o fez.

As consequências da sua Paixão, Morte e Ressurreição chegam até nós. Ele mesmo mandou guardar a sua “memória” do jeito que ele escolheu. É isso que a Igreja Católica procura fazer desde o seu início. Na Mi ssa, após o “memorial” da Última Ceia, ao padre que proclama: “Eis o mistério da fé!”, todos respondem: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição, vinde Senhor Jesus!”. Dessa maneira, os cristãos se comprometem a ser sinais de esperança e vida nova para quem se encontrar na tristeza, no abandono, na “morte” do mal que faz sofrer a si mesmo e aos outros, ou se fecha no túmulo do próprio egoísmo.

Muitos vivem hoje uma vida corrida, cheia de compromissos e de tarefas. Alguns por necessidades, outros seguindo as prioridades escolhidas por eles mesmos. Encontram tempo para muitas coisas, mas dificilmente param para refletir e avaliar a própria vida, o rumo dela e o sentido mais profundo do que dizem e fazem. Jesus Cristo é o mesmo, mas nós mudamos muito e, continuamente, a cada etapa da vida.

Tem o Jesus da Primeira Comunhão, o Jesus da juventude, depois da família, da idade madura e da velhice. Em nosso relacionamento com Deus, existem as pausas, as paradas, mais ou menos longas, os entusiasmos, as decepções, os abandonos e os retornos. O seu amor é para sempre. Não importa se, neste momento da nossa vida, a Cruz dele é só um enfeit e para nos proteger do mau olhado e dar sorte na vida. Não importa se o sinal da Cruz só serve para ver se tudo está em ordem no nosso bolso. Deveria servir para lembrar a sua vida doada, para nos sentirmos amados pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo. Nunca é tarde para nos deixar alcançar pelo amor de Jesus. É Páscoa de novo!